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As pesquisas sobre a masturbação masculina — e também feminina — ocorrem com frequência. Normalmente são tímidas, algumas constrangidas, outras moralistas. Mas o tabu que envolve o tema vai, aos poucos, se desvanecendo — afinal, o que pode ter de prejudicial o secular, individual e democrático prazer solitário? Nada. E esse fato é cada vez mais aceito pela ciência e medicina. “A masturbação é parte de uma vida sexual saudável”, disse, recentemente , a sexologista Gloria Brame. “É totalmente segura e inócua. Mais saudável do que escovar os dentes todos os dias”.

Mas como você não precisa optar entre escovar os dentes e entregar-se ao onanismo, confira os benefícios que Gloria Brame aponta na prática do prazer a sós.

 

Previne o câncer

Homens que ejaculam mais de cinco vezes por semana são um terço menos suscetíveis ao câncer de próstata. Segundo Brame, a doença é provocada por toxinas acumuladas no sistema urogenital — e são “enxaguadas” na ejaculação.

Endurecimento

A idade provoca flacidez. No corpo todo, até mesmo lá. A atividade sexual regular, ainda que seja masturbação, trabalha os músculos pélvicos e previne a disfunção erétil e incontinência. “Mantém a angulação adequada do pênis”, diz Brame. A frequência ideal para se obter resultados sólidos é de 3 a 5 vezes por semana.  Eita!

 Ajuda a “segurar mais tempo”

Praticar uma “prévia” ajuda muito. “Masturbar-se uma hora antes de um encontro produz mais controle”, diz Brame. Pode ser um bom treino, diz ela, medir quanto tempo você demora para atingir o orgasmo — e tentar aumenta-lo progressivamente. Com esse treino, garante Brame, em um mês a maioria dos homens consegue aumentar o tempo para se chegar ao orgasmo e até dobrar a quantidade deles. A perfeição vem da prática, certo?

Aumenta a imunidade

A ejaculação aumenta o nível do hormônio cortisol, que ajuda a regular e manter a imunidade. “A masturbação produz o hormônio na quantidade certa para o sistema imunológico”, diz Brame.

Melhora o humor

A masturbação libera algumas substâncias neuroquímicas, como a dopamina e a oxitocina, que ativam o bom humor e a sensação de satisfação. “O orgasmo é a maior carga de dopamina natural que existe”, diz Brame. “O cérebro entende essa carga de dopamina de maneira semelhante ao que acontece com um viciado em heroína”, diz Brame.