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A legalização da maconha pode economizar bilhões aos cofres dos Estados Unidos. Documento assinado por cerca de 300 economistas – incluindo nessa conta três vencedores do Prêmio Nobel – chama a atenção para um estudo produzido pela Universidade de Harvard, a melhor do mundo. O sinal verde ao fumacê faria o país economizar US$ 7,7 bilhões com o fim da repressão ao consumo ilegal. E mais: ainda criaria uma nova fonte para o tesouro. A taxação da mercadoria – como acontece com álcool e cigarro – geraria cerca de US$ 6 bilhões.

Segundo artigo publicado originalmente no Huffington Post, os economistas acreditam que um debate “claro e honesto” poderia ajudar a botar as contas públicas americanas nos trilhos num período em que o país acumula déficit de US$ 1,5 trilhão. Ao colocar os números na mesa, os economistas são pragmáticos. Querem saber se quem defende a proibição da maconha consegue resistir ao argumento do dinheiro.

Em ano de eleições presidenciais e de conservadores raiovosos (como os membros do Tea Party), dificilmente algum congressista americano discutirá os números expostos por Harvard. Tampouco apresentará soluções para acabar com o tráfico dentro dos Estados Unidos e legalizar o consumo.

Líder inconteste da guerra mundial contra as drogas, financiador de governos mundo afora para dificultar acesso de usuários, mas com economia ainda longe da estabilidade e milhões de desempregados, os norte-americanos agora têm a opção de discutir uma nova realidade. Mas a chance de que alguém, finalmente, fume o cachimbo da paz na “Terra da Liberdade” ainda é só uma ilusão. E dessa vez será muito difícil jogar a culpa nos efeitos canábicos.