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No mais recente capítulo que envolve as sacolas do supermercado de São Paulo promete acontecer no domingo (16/9). A partir desta data, os consumidores terão que voltar a pagar R$ 0,59 pelas sacolas que até então eram fornecidas sem custo pelos supermercados. Se não houver novas mudanças de rumo.

A volta da cobrança pelas sacolas foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Mas uma associação, a SOS Consumidor, esta contestando a decisão judicial.

O caso tem repercussões técnicas, ambientais e políticas.

A questão técnica diz respeito ao tipo de plástico da nova sacola, tido como biodegradável, o que é contestado — até porque tudo é degradável na natureza (sem precisar do prefixo “bio”). A questão ambiental é que essa sacola não vai para os lixos, como a anterior, o que também é contestado — afinal, a anterior servia também para suprir os sacos de lixo. E a terceira é a política, já que a decisão privilegia os supermercados e joga o problema para a população.

A essas alturas, no entanto, essas questões não estão mais em discussão. O centro da discórdia é quem vai pagar por essas sacolas. Os supermercados querem que o consumidor assuma os custos. O que não é justo. As sacolas anteriores, embora não tivessem que ser pagas no caixa, tinham, certamente, seus custos incorporados ao valor dos produtos.  Pode ser que essas custem mais caro mas, ainda que seja isso, por que os supermercados não podem assumir esse custo, em nome de uma mentalidade construtiva no âmbito político, técnico e ambiental?

Mais do que tudo, o que pesa nessa discussão é o conceito de que a responsabilidade pelos melhores práticas ambientais e sociais sejam do cidadão — nada cabendo as empresas e ao governo.