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O anúncio de que Ronaldinho Gaúcho não é mais jogador do Flamengo é a chamada não-notícia. Afinal, pode um ex-craque, como vaticinamos aqui na ALFA meses atrás, ser considerado um atleta? E não é de hoje que o desempenho do habilidoso jogador beira a insolência. Ele nos faz crer que tudo aquilo que protagonizou em campo pelo Barcelona foi um delírio coletivo do mundo da bola. Dribles, velocidade, inteligência e, principalmente, vontade de vencer e de jogar. O desempenho pífio nos últimos anos impossibilita acreditarmos que baixou um “espírito Vampeta” (finge que jogo e eles fingem que me pagam) nele. Mas Ronaldinho vai para a dividida com o clube da Gávea. Quer modestos R$ 40 milhões, por atrasos de salários, FGTS e outros benefícios. Direito dele. Os flamenguistas deveriam saber que apostar em Ronaldinho é igual sair com ex-namorada de seis anos atrás. É acreditar no impossível. Mas os cariocas pagaram (ou não) para ver.