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Rubén Magnano conseguiu o que muitos não acreditavam que fosse possível: recolocar o time masculino do basquete brasileiro em evidência no cenário internacional. O vitorioso técnico argentino assumiu a difícil missão de recolocar o Brasil entre as equipes mais fortes do mundo.

Magnano apostou alto. Campeão olímpico em 2004 (nos Jogos de Atenas) e mundial com a Argentina, trouxe na bagagem a experiência, o currículo vencedor e o olho clínico que faltavam para devolver ao país o orgulho de assistir aos jogos de basquete. Com outra proposta tática – um jogo mais coletivo, ainda que Leandrinho e Alex insistam demais no individualismo -, o Brasil conseguiu voltar aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos. A sofrida eliminação frente “nuestros Hermanos” na partida desta quarta-feira (8) não muda em nada o cenário.

Perdemos também porque decidimos jogar dentro das regras. E aí, mais saudações a Magnano, que em nenhum momento cogitou uma derrota forçada frente a Espanha para evitar argentinos e norte-americanos. Por sua vez, os espanhóis, classificados para as semifinais, terão um bom tempo para enfrentar esse duelo interno e as suspeitas pela famosa “entregada”. O fato é que a derrota pode valer muito mais do que uma medalha. É assim todas as vezes que se chega ao limite, como parece ser o caso da equipe brasileira de basquete. E se éramos os primos pobres da América do Sul, agora somos o time do Magnano, do Marcelinho Huertas e do Nenê.