“Realizei meu sonho e acho que agradei a maioria dos 30 milhões da nação corintiana. Posso dizer que estou feliz. Mas louco para sair. Vou voltar pra arquibancada, torcer e cornetar. Antes de tudo, sou corintiano”, disse a ALFA o dono da assinatura no contrato de construção do estádio do Corinthians, em Itaquera. Se tudo der certo dessa vez, em 12 de junho de 2014, data da abertura da Copa, Andrés Navarro Sanchez assistirá à inauguração do maior presente dado ao clube da Rua São Jorge 777. Aos 47 anos, divorciado, pai de dois filhos, Sanchez, que começou feirante de uma barraca de frutas no Parque D. Pedro, deixou uma das maiores empresas de laminados do Brasil para viver “o sonho de presidir o Corinthians”, há quatro anos. Sonho que está prestes a terminar — e antes da hora: “Não aguento mais. Saio em 15 de dezembro, dois meses antes do fim do meu mandato. Está decidido”.

Desde que comprou o título do clube, em 1969, até a posse em 2007, de mero diretor de piscina, ele chegou ao posto elevado a segundo mais importante da República pelo ex-presidente Lula, seu amigo: o de mandatário-mor do Sport Club Corinthians Paulista. “Maloqueiro e sofredor” assumido, Sanchez nunca abandonou as bases: frequenta a Gaviões da Fiel desde a fundação e participou da criação da Pavilhão Nove, o que lhe rendeu muitas críticas.