Os jovens humoristas e a falta de compaixão
Hoje, 30 de novembro, a Justiça condenou os autores do quadro "Casa dos Autistas" a pagar 40 mil reais aos pais de uma criança que sofre da doença. À luz desse caso, o ensaio que comenta a falta de graça dos humoristas está de volta ao ar

O romance americano O Som e a Fúria, de William Faulkner, começa com um longo capítulo intitulado “7 de abril de 1928”, narrado em primeira pessoa por um personagem de nome Benjy Compson. No primeiro parágrafo, Benjy se esconde atrás de uma cerca enquanto observa pessoas entretidas pelo estranho ritual de “bater” e “arrancar uma bandeira”. Benjy não sabe que os outros jogam golfe nem diz isso porque é autista. Ele sofre preconceito da própria família, algo que transparece nas situações tragicômicas que narra. O Som e a Fúria é considerado um dos maiores romances do século 20.
No mês de abril, o programa Comédia MTV exibiu um esquete chamado Casa dos Autistas. Em obséquio aos leitores deste artigo, acho importante dizer que fui um dos redatores do Comédia MTV durante o ano de 2010. Ainda naquele ano, Casa dos Autistas era discutido em reuniões de criação de roteiro. O esquete foi descartado incontáveis vezes — e, lembro-me bem, Marcelo Adnet, astro do programa, foi terminantemente contra sua execução —, porque não havia nele nenhuma graça além do trocadilho do nome. Também fui contra. Pelo que me lembro, todos eram contra — tratava-se apenas de uma ideia boba que ninguém achava que poderia vingar.
Mas o quadro foi produzido e levado ao ar. Nele, atores interpretando jovens com autismo gritam, babam, olham para as paredes, fazem caras e bocas estranhas. Tudo dolorosamente sem graça. Meus ex-colegas perceberam o erro e se desculparam publicamente. A diferença entre O Som e a Fúria e Casa dos Autistas é uma só: compaixão. A sensibilidade de Faulkner, um estilista torturado, faltou ao redator que assina o texto final do esquete brasileiro. Quando não se sente compaixão pelo sofrimento alheio, quando o artista não tem a decência de se alinhar, ombro a ombro, com o sujeito de sua criação, não há esperança. E isso é especialmente importante para o humor.
Há um decoro que deve permear toda e qualquer comunicação de massa: não se bate em quem está caído. Não se bate em minorias, portadores de doenças, pessoas que sofrem. Não concordo com as mudanças impostas pelo “politicamente correto” — censura sempre será censura. Mas insultar as pessoas não é se colocar contra o politicamente correto: é pura e simples grosseria, falta de civilidade. E nada melhor para insultar do que uma piada sem graça.
O caso do Comédia MTV recebeu, talvez, mais cobertura do que deveria graças à ascensão fulminante de Marcelo Adnet, um dos maiores talentos da televisão nos últimos anos. Não foi, no entanto, a primeira vez que um humorista brasileiro da chamada “nova geração” — jovens que surgiram na internet ou nos palcos de stand-up — virou vidraça. Dois nomes associados ao programa CQC, da Band, vêm à mente sempre que se pensa em humor excessivamente polêmico: Rafinha Bastos e Danilo Gentili, franco-atiradores cujo lastro é uma popularidade acachapante no Twitter.
Ambos afirmam se orgulhar por dizer o que pensam. Em entrevista recente, Rafinha fez questão de ressaltar que a falta de qualquer freio entre sua mente e a caixa de texto que publica seus tuítes é o segredo de tanto sucesso. Outro ponto invocado pelos jovens humoristas: Os Trapalhões “estavam à frente de seu tempo” porque faziam piadas com nordestinos, gays e negros. No entanto, em entrevista a ALFA, Renato Aragão recusa a pecha de “inovador”.
Ele explica que os tempos eram outros, que o grupo “não tinha a intenção de ferir ninguém” e que trocava ofensas com a intimidade de amigos, como “uma brincadeira de colégio”. Renato chamava Mussum de “crioulo cachaceiro” e recebia de volta a alcunha de “cabeça chata”. Aquilo era engraçado, mas seria impossível hoje em dia. E Renato sabe. O programa Os Trapalhões fazia as piadas que estavam no ar, que circulavam nas salas de estar dos brasileiros. As piadas funcionavam pela graça e pela ingenuidade dos atores. Hoje se sabe que o humor preconceituoso dos Trapalhões não só estava atrás de seu tempo como era símbolo do atraso da sociedade brasileira.
Rafinha, que defende a vanguarda dos Trapalhões, proclama em seu stand-up que mulheres feias deveriam agradecer ao estuprador caso um dia sofram violência sexual. No Dia das Mães, escreveu no Twitter: “Ae órfãos! Dia triste hj, hein?” Seu colega de CQC Danilo Gentili, dias depois, proferiu um comentário no Twitter sobre a suposta retirada de uma estação do metrô do bairro paulistano de Higienópolis: “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Ele apagou o tuíte algum tempo depois da publicação, devido à repercussão ruim. Danilo chegou a se desculpar pessoalmente com Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil. Mas, no dia seguinte, afirmou a um jornal: “Eu não posso me arrepender por ter feito uma piada”.
Cito O Som e a Fúria como poderia ter citado South Park e Family Guy, dois seriados americanos que não se furtam às polêmicas, mas que jamais incorreram em um desses apagões morais — apenas para provocar uma pequena reflexão sobre a diferença na forma como nossos humoristas lidam com assuntos delicados. O que se faz no Brasil, em grande parte, é pastiche dos grandes provocadores americanos. Há, em algum lugar da mente desses jovens comediantes, a certeza de que tudo o que choca é engraçado e, se não engraçado, funciona como importante agente em prol da atualização dos costumes da sociedade. Como se fazer piadas controversas fosse o único jeito de romper com o status quo, de apontar o dedo para a ferida.
Quando Gentili e Rafinha advogam em causa própria — ou quando são defendidos por colegas —, é muito comum usarem o argumento de que, “se uma piada é engraçada, ela se justifica”. Essa discussão não existe. Pelo simples fato de que ninguém é capaz de dizer se uma piada é engraçada ou não. Como na frase clássica do escritor americano E.B. White: “Explicar uma piada é como dissecar um sapo. Você o entende melhor, mas o sapo morre no processo”. Há pouco mais de um mês, os quatro humoristas de maior sucesso da língua inglesa fizeram uma mesa-redonda na TV só para tentar explicar o que é engraçado e por quê. Jerry Seinfeld, Ricky Gervais, Chris Rock e Louis C.K. passaram os 40 minutos do programa Talking Funny discutindo e não chegaram a conclusão alguma.
Outra linha de defesa afirma que se trata de humor “nonsense”. Mas, quando o que você diz agride frontalmente alguém, não há como dizer que se trata de algo “sem sentido”. Ao impor cegamente uma piada, os autointitulados humoristas progressistas acabam ficando à direita de Genghis Khan.
A falta de compaixão — e o excesso de autoconfiança — gera essas anomalias. A compaixão faz o humorista tomar o caminho mais longo para chegar ao comentário correto sobre um assunto atual. Nada é mais importante para manter a sanidade de uma discussão do que o humor crítico, incisivo, mordaz. A turma do Comédia MTV cometeu esse deslize, mas tenho certeza de que sabe fazer humor levando em conta as suscetibilidades alheias. Quanto a Rafinha e Gentili, falta ainda demonstrar que são humoristas viáveis. Para tanto, precisam antes se colocar na mesma altura que o resto de nós.











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62 comentários
senti uma leve invejinha no texto.. rs
Nada a ver… é uma crítica super válida feita a um colega de profissão… o que, aliás, é muito da conta dele, visto que o que um faz acaba manchando a reputação de todos.
affe, a vida é uma novela das 6 pra algumas pessoas…
Engraçado que você se entrega no texto ao dizer que já fez parte do programa Comédia MTV.
Fica claro para quem lê a sua reportagem que você defende o erro do programa, e automaticamente defende seus colegas, “atacando” outros humoristas que querendo ou não são concorrentes.
E certo que o que eu li e algo para refletir, mas eu iria gostar mais se não tivesse explícito que sua principal intenção foi minimizar o que foi feito no programa da MTV.
@ Helber: eu não “me entrego” ao dizer que trabalhei no Comédia. Expus essa informação porque acho que seria desonesto escondê-la.
Trabalhei com eles. Não trabalho mais, não tenho qualquer ligação, só algumas amizades que permaneceram.
Eu acho sinceramente que a atitude do pessoal do Comédia, de pedir todas as desculpas do mundo, foi a mais acertada. RAfinha e Gentili não haviam pedido desculpas por suas frases infelizes. Isso até ontem, na verdade. O Gentili capitulou, pediu mil desculpas e vai tocar a vida pra frente.
Zorzanelli, sinceramente a parte em que falou do Family Guy colocou abaixo todo o argumento. Tenho todos os dvd`s da série e sou muito fã, mas eles batem em quem está caído e não tem como negar.
@ Adessio Não batem, cara. Bater é fazer sem conhecer, por preconceito. Eles fazem piada com a hipocrisia do politicamente correto, o que é diferente, muito diferente.
Só Faulkner e Von Trier podem pq são nomes conhecidos e excessivamente admirados, agora se é outra pessoa não pode?
Isso sim é preconceito, td culpa do maldito politicamente correto.
Você caiu na estratégia de marketing, só falta comprar o livro de mesmo nome: “Politicamente…” Politicamente o que mesmo? Aliás o que é mais politicamente correto do que defender direitos homossexuais e chamar o Bolsonaro de nazista? A coisa mais politicamente incorreta que o Marcelo Tas fez foi receber mensalão do filho do Lula pra salvar a cara do “presida”, achou engraçado? Eu não.
Marcelo Zorzanelli, não o conhecia, mas adorei tudo que você escreveu!
Que texto claro, preciso, coerente, humano, perfeito!
Pena que os dois citados não tenham humildade para ler e refletir sobre suas ponderações: isso os faria crescer e melhorar como ser humano e como comediante.
Prabéns!
Acho que sem querer (ou não) você tocou numa questão importante para os dois garotos marotinhos e sapecas da TV brasileira: uma viagem de ego das mais sérias.
Parabéns Marcelo Zorzanelli pelo excelente texto! Você conseguiu sintetizar bem tudo o que eu e, certamente, milhares de outros brasileiros acreditamos!
Artigo controverso. Alguem que diz “Não se bate em minorias, portadores de doenças, pessoas que sofrem. Por quê? Porque não se faz. Simplesmente, não se faz.” e elogia “Family guy” ou nunca assistiu family guy, ou não entende o que significa “bater”.
@ Felipe: Cara, eu vi todos os episódios de Family Guy algumas vezes (e de American Dad e até do subestimado Cleveland SHow). O MacFarlane e sua turma não batem em minorias, nunca bateram. Bater, para mim, é deixar transparecer o ódio. É fazer um comentário racista mal-disfarçado — às vezes sem saber por quê. Bater é fazer o que o Michael Richards fez naquele stand-up. E, na defesa dele, feita no Letterman, não sei se vocÊ se lembra, há uma frase que nunca me saiu da cabeça. Ele diz que iria a um país do oriente para uma fase de auto-análise porque percebeu que, apesar de achar que não tinha preconceito contra negros, algo emergiu ali naquela hora, algo feio que ele não sabia que existia dentro dele. O racismo é uma questão cultural: todos nós temos alguma coisa enterrada fundo nas nossas cabeças nesse sentido. Por isso deve-se tomar tanto cuidado com o que se diz.
O melhor texto que ja li sobre essa nova onda da comedia brasileiro. Sinceramente nao da para entender humoristas que querem divertir o publico com piadas grotescas sobre estupro e pedofilia.
discordo em alguns pontos,concordo em outros,mas uma critica, essa pagina podia estar sem o autoreload que ocorre, voce ta no meio do texto e a pagina fica carregando de novo,horrivel
um blog que vem se destacando em termos de humor é esse:
http://naoacredito.blog.br
Já está mais do que na hora dos humoristas brasileiros criarem um humor verdadeiramente inteligente, sem precisar diminuir grupos e classes para provocar o riso.
Como pode uma pessoa se orgulhar de fazer piadas de sucesso porque não tem filtro entre o cérebro e a lingua? Não é porque lhe parece engraçado que deve ser divulgado! Se desrespeita a dor e a dificuldade alheia guarde pra voce, ninguém precisa ver outros rindo de sua desgraça.
A intenção do humor é o riso, e o riso é felicidade: mas assim,desse jeito que se vem fazendo humor, diversão de uns aos custos da dificuldade e tristea de outros, isso é ediondo.
A paz e a evolução de uma sociedade se conquista pelo respeito e pela compaixão com a dificuldade alheia.
Belo artigo.
Além da falta de compaixão percebo também uma enorme crueldade em muitos casos similares. Crueldade, pura e irracional.
Excelente a colocação de Zorzanelli nesse alinhamento, nessa razão de existência de (quase que) valores que precisa-se ser/ter dentro da criação (do humorista, no caso). Marcelo Zorzanelli reitera tal valor, nomeando-o de compaixão, mas sem esquecer da essência deste provir, a sensibilidade (que deveria ser inerente para se criar). Pena que bom senso e talento sejam fatores (ou melhor caberia dizer DOM [?]) exclusivos de quem cultiva discernimento em seu TALENTO.
Por que “à direita de Genghis Khan”?
Por que não “à esquerda de Stalin”?
Assim como a moda agora é o “politicamente correto”, o ódio às idéias de Bolsonoro e etc, também está na moda bater na direita e exaltar a esquerda, como se os camaradas fossem exemplo de democracia e liberdade de expressão…
Pessoal, Genghis Khan foi o fundador e imperador do Império Mongol, e viveu no século 13, portanto antes que se sonhasse com os conceitos de direita e esquerda (criados durante a Revolução Francesa, século 18). “À direita de Genghis Khan” é, portanto, uma hipérbole, e humorística, por sinal.
Rs. Volta para a coluna do Reinaldo Azevedo que tudo está resolvido.
O humor inteligente,com criticidade , sarcasmo é muito bom e tem que ter seu lugar,mas de forma alguma deve ser estimulado ou louvado um humor que desfaça, maltrate ou agridam a condição de pessoas ou classes. a ídeia do “perco o amigo, mas não perco a piada” não pode ganhar proporções tão grandes, em troco de que? é somente demonstração de vaidade e egocentrismo. Fazer rir a a qualquer custo, é atitude “infeliz”.
Eu achei interessante teu texto, mas por falta de uma indicação da tua parte do que seria um exemplo ou dois de humor legal, que faz bem, feito dentro do Brasil, fica difícil concordar com o que tu diz. Sem um contra ponto teu, o texto vira apenas uma reclamação de alguém que não concorda com a posição do Rafinha e Cia.
Por exemplo, eu acho pífia as piadas que se fazem dos comediantes globais sobre gaúchos, mas, como é da “cultura” chamar gaúcho por alcunhas como “viado”, todo mundo acha graça. Nesses termos, sinceramente, prefiro quem não tem medo de enfiar o dedo na ferida como o Rafinha a quem se esconde por traz de uma hipocrisia regional e tem não-me-toques e espasmos de decência para fazer piada com assuntos polêmicos ou que ofendem as pessoas.
Não concordo com esse tipo de “humor” preconceituoso e mesquinho que os novos humorista destilam por aí. Acho que as crianças aprendem o errado, os jovens cultuam o errado e os pais os maiores interessados se calam. A TV aberta.. está cada dia mais banalizada por conta desse tipo de “humor” pobre. Programas como, Simpsons, Family guy entre outros não deveriam ser vistos como exemplo de comédia. É certo que as minorias sempre foram motivo de troças e piadinhas de mau gosto. Mas é certo? Não seria essa a causa de mortes, tais como a de Realengo, o próprio 11 de setembro e Columbine? O preconceito e o ódio não é o mesmo? Segregar uma pessoa disfarçando isso de piada e fechar os olhos para o erro não seria a pior forma de covardia?
Bom texto Marcelo é preciso começar a pensar no que estamos distribuindo as nossas crianças e jovens e que sociedade é essa que vivemos.
A graça da piada está na pessoa que ouve. TODA piada é preconceituosa, umas mais e outras menos, o sucesso e a aceitação quem vai dizer é o publico.
Concordo plenamente com você. As pessoas confundem liberdade com grosseria, falta de civilidade e outros atributos tão frequentes nas pessoas. Muito bom ler alguém da área com postura tão pertinente. Parabéns!
http://diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com/2011/05/14/louca-rotina/
Boa noite, gostei bastante do texto, excelentes argumentação e exemplos. No entanto quero falar de algo absurdamente incomodo neste blog. Durante a minha leitura a página recarregou duas vezes, e depois uma terceira vez quando eu descia a barra de rolagem para ler os comentários. (quarta vez quando eu iniciei esta linha, graças a Deus que eu previ que isso poderia acontecer e copiei o que havia escrito). É no minimo anti-ético que um blog coloque este tipo de artimanha para ganhar $ com o recarregamento da página e, consequentemente um novo view dos anuncios. (quinta vez agora…) Sem contar que para o leitor isso o trabalho de procurar de novo onde estava para reiniciar a leitura.
O assunto me interessava por isso li até o final, mas sinceramente não tenho vontade nenhuma de percorrer o blog atrás de + coisa. É melhor eu não me alongar mais, porque senão a sexta vez aparece.
@ Suzana A você e às outras pessoas que reclmaram desse reload, vamos dar uma olhada para ver o que está acontecendo. Pedimos desculpas a quem não conseguiu ler o texto direito.
Exatamente. Muito desagradável ter que ler um texto e, de repente, ser interrompido por conta de um reload automático que serve única e exclusivamente para me obrigar a ler as porcarias dos anúncios do site.
Todos já notaram que o CQC tem permanecido na tv brasileira às custas de criar “factóides”, buscar agressões e muitas vezes piadinhas de cunho extremamente homofóbicos (Ah, mas é brincadeira, então tudo bem!).
Lembro-me perfeitamente bem de ver Rafael Cortez aparecer acorrentado dentro de um armário no palco do CQC (alusão à piada do gay enrustido saindo do armário, portanto revelando sua opção sexual).
E Rafinha Bastos sempre fazendo comentários homofóbicos a respeito de gaúchos, aliás a falta de cidadania desse rapaz me enoja, sempre denegrindo homosexuais, mulheres e pessoas do Norte e Nordeste do Brasil, todos nos lembramos do episódio no Acre .
Esses dias, mais uma vez explorando baixaria, o CQC teve pico de audiência com uma cusparada de Paulo Vilhena na cara de Rafael Cortez, por ele ter recomendado ao ator que fizesse algo másculo, já que, na opinião do Cortez, galãs teriam fama de homossexuais.
Há pouco tempo foram condenados na justiça a pagar uma gorda indenização por terem chamado às garotas do Sexy Dolls de prostitutas, palavras estas proferidas inclusive pelo senhor Marcelo Tas.
Agora, por favor, alguém me explique, o que dá aos integrantes do CQC o monopólio da patifaria, pois eu particularmente não vejo razão. Todas as semanas são agressões programadas, piadas de mau gosto, matérias extremamente partidárias (Revista Veja já trouxe esse tema, não é Sr. Marcelo Tas?) e nenhum, absolutamente nenhum exemplo de cidadania.
No mais o CQC-Brasil tem sido um show de hipocrisia, homofóbicos criticando a homofobia, racistas criticando ao racismo e sexistas criticando ao sexismo.
Ah e para quem nunca visitou o twitter dos pretensos humoristas do CQC, recomendo que o façam, são ofensas em tempo real contra pastores, sub-celebridades e tudo mais que passar pela frente, os maiores “fiscais de bunda” da história da república.
Você usou a palavra “denigrir” em seu texto. Não pode, é racismo. É como dizer que denigrir (tornar-se negro) é ruim. Você critica o racismo, mas é racista. Ou seja, é hipócrita também.
Seu raciocínio está um tanto limitado, bitolado mesmo, pois denegrir tem o sentido de macular. Veja a definição no dicionário: “Atacar a reputação, o talento de alguém; desacreditar; depreciar; macular, manchar.” e hipócrita é “fingir um sentimento que não se tem”, não se encaixa com o que você disse. A etimologia de denegrir vem da cor, mas lembre-se: o negro é uma cor, nem só pessoas são negras. Uma pessoa não é passível de ser enegrecida fisicamente, apenas moralmente, logo a etimologia não pode referir-se ao sentido que você pretende e sim a um sentido metafórico. Qualquer compêndio de psicanálise vai apontar como sintoma da psicose a incapacidade de entender metáforas, cuidado.
Preguiça maior me dá o careca. Meu Deus, aquele ar de “eu sou o Chacrinha do Porvir”, “desde já uma lenda da Tv brasileira”, me irrita muito.
O “X Tudo” apresenta um programa a lá BBB, ou seja um formato comprado e age como se tivesse inventado a pólvora. O CQC Argentina chegou onde chegou por levar a política a sério, apesar de ser um humorístico, os caras tinham acesso livre aos Kirchner, já o CQC do Brasil vive de perseguir meia dúzia de políticas da série C e tentar apanhar de segurança.
Revista Veja já andou denunciando um esquema monumental de pagamento propina para o careca, mesmo assim ele mantem a atitude de educador das gerações futuras. O tempo é o senhor da razão, os pretensos humoristas vêm se expondo de tal forma que em breve serão figurinhas desgastadas ante ao público, daí o careca vai ter que voltar pra tv educativa, gênero que ele tanto condena.
Excelente texto! O Rafinha Bastos tem que entender que a gente não quer que ele seja “politicamente correto”, a gente só não quer que ele seja um completo idiota…
Definir o que é engraçado e o que não é pode ser impossível, mas o limite entre uma piada e uma agressão/crítica é muito simples de ser identificado: as duas partes envolvidas estão rindo? Se a resposta é negativa, não chame de piada: é uma crítica ou agressão.
Usar o humor pra fazer uma crítica contra alguma coisa é perfeitamente saudável em uma sociedade com livre expressão. Mas, nos casos citados, a crítica era a quem? Aos autistas? Às mulheres estupradas?…… (cri cri cri…)…. se não há crítica, só resta a agressão, e é isso o que foi, nada mais.
Estava mais do que na hora deste debate acontecer aqui no Brasil…
Obs.: esse auto-reload da página enche o saco, hein? pqp…
Ou você não assitiu South Park, ou você nunca entendeu. A série, que adoro e vi TODOS os episódios, é munido de piadas anti-semitas, e muitas http://t.co/QUsRAgt
Então, sinceramente não entendi porque você defende a série e acusa o Danilo. Não vi e não vejo nenhuma diferença entre eles. Exceto o fato de South Park ser muito mais cruel e por muito mais vezes ter feito piadas com judeus.
@ Karina O Matt Stone, co-criador da série e voz do Kyle, é meio judeu (e meio irlandês). O personagem do Kyle é inspirado nele. O Cartman representa o americano ignorante e insensível, aquele que seria capaz de abraçar o antissemitismo sem saber do que se trata só por inércia. Quando o Cartman diz que odeia judeus, o Matt Stone está criticando quem é conivente com o esse neo-antissemitismo “de modinha”.
A popularidade dos humoristas que você classifica como \inviáveis\ vai na contramão de tudo que você disse. Pelos números e pelo sucesso eles são viáveis a muito tempo.
A maneira como você ataca eles no texto passa a impressão de simples inveja, uma vez que tenta buscar explicações pessoais para enquadrar o que é certo ou não no que os outros fazem.
Se eles se baseiam em sua popularidade para se validar, você se baseando em gosto pessoal não pode negar o trabalho dos dois. O que vale mais o seu gosto ou o gosto dos milhões que os seguem?
Sinceramente acho que Rafinha Bastos e Danilo Gentili cometem abusos sim, mas tão frágil quanto um texto de 140 caracteres é o impacto dessas bobagens que eles disseram.
A \tempestade em copo d’agua\ assim como a arrogância com que você tenta enquadrar o que é um bom humorista e o que não é, são totalmente dispensáveis.
O público continua sendo o juri do talento de um artistas, e até agora eles estão sendo aprovados, mesmo que levando algumas poucas e raras pedradas no processo.
Ps.: Tire a página do maldito auto-reload.
Desde quando popularidade é parâmetro para alguma coisa. Qual é a sabedoria do populacho?
@ faverossi Quando eu os classifico de “inviáveis”, estou me referindo ao que acho que seja o papel social de um humorista: apontar a hipocrisia, destruir, com inteligência, os coágulos de conservadorismo. Essa é minha opinião pessoal.
Acho sinceramente que você se complicou ao dizer que o sucesso deles é sinônimo de “viabilidade”. Porque logo depois diz que um texto de 140 caracteres não teria impacto. Eles têm ali acesso a 1,5 milhão de pessoas cada um. É comunicação de massa, por isso eles têm a responsabilidade sobre o que dizem. Você sabe quantos exemplares a Folha de São Paulo vendeu no ano passado, por dia, em média? 294.498.
Eu não vou emitir minha opinião pessoal sobre o que acho do talento dos dois. Sem dúvida eles fazem muito bem o que se propuseram a fazer.
Vamos dar um jeito nesse auto-reload.
Zorzanelli, você afirma que “o papel social de um humorista é apontar a hipocrisia e destruir os coágulos de conservadorismo”. Desde quando conservadorismo tem haver com hipocrisia? Quem é conservador, necessariamente, é hipócrita??? Você já estudou os grandes pensadores da direita conservadora? Só a partir desses estudos é que você poderia denegri-los dessa forma, mas, como você não o fez (obviamente), tenta colocar o pensamento conservador como sendo algo hipócrita, sem mais nem porquê. Gostaria de ver você provando isso. Ao fazer tal afirmativa, está claro o que você pensa: humoristas devem ser militantes esquerdistas que promoverão a destruição do conservadorismo na sociedade. Aff, quanta baboseira que eu li. Então humoristas, antes de serem engraçados, devem ser militantes de uma causa (OI???). Você não definiu o que é conservadorismo, logo, não pode se desculpar por essa frase patética (como dizer ‘não foi bem isso que eu quis dizer’), que só o denuncia como sendo um esquerdista fanático, algo ridículo num país cuja TODA imprensa (ultra manipuladora) e TODOS partidos políticos (ultra corruptos) são esquerdistas (vide FHC e Lula). TODOS os comediantes que fazem isso que você chama de “destruir os coágulos de conservadorismo” tem uma tendência esquerdista, como o mais famoso de todos: George Carlin. Ele criticava a religião, era a favor do aborto e usava muito humor negro (fazendo piadas até sobre estupro, diga-se). Então, pela sua visão, não poderia existir um humorista religioso e contra aborto, pois se eles tem de destruir o conservadorismo, não podem ser conservadores (OI???). Vá estudar antes de abrir a boca para falar de um assunto você não sabe. Essa é a minha dica para você crescer intelectualmente como pessoa e humorista. Sugiro que acate.
Excelente texto, notável pela lucidez com que o escreveu. “Fato é: o humor preconceituoso dos Trapalhões não só estava atrás de seu tempo como era um símbolo do atraso da sociedade brasileira.” Esse atraso, 20, 30 anos depois foi tornado referência. Para mim esses ditos humoristas se licenciaram à boçalidade e à hipocrisia, não respeitam ninguém, ganham a vida ofendendo os outros e depois se preocupam em justificar-se com chavões do tipo: “politicamente correto é chato, o humor é isso ou aquilo” que nada mais é que uma estratégia de marketing “isso é bom e isso é o que eu faço, comprem!” Interessante que esses “comediantes em pé” que importaram essa besteira dos EUA inauguraram nos Brasil o seguinte comportamento: Desrespeitam os outros, xingam, avacalham e depois se justificam: “Ah é brincadeira, é só uma comédia”. Daqui a pouco a pessoa dá um tiro na cabeça do outro, vira e fala: “Ah você morreu? Não era pra tanto… Era só brincadeirinha, era só uma comédia eu estava apenas sendo politicamente incorreto com você”. Eu tenho a impressão de que não almejam por dedo em feridas da sociedade ou alterar qualquer satus quo, me parece que nada chega tão longe. São apenas os engraçadões da oitava série que esqueceram de crescer, alguns com 36 anos de idade falando “véio” e usando boné para trás. O complexo de Peter Pan instalado como norma. A hipocrisia fica por conta de que os “politicamente icorretos” são na verdade sexistas, preconceituosos e racistas e tiram os ofendidos para “caretas”. Para mim careta é alguém quem reprime o comportamento sexual de uma mulher em rede nacional. Para mim careta e hipócrita é o Marcelo Tas que censura em seu blog qualquer comentário que o possa comprometer ao passo que o blog do político anunciado por Tas como “nazi” é mais democrático, admite qualquer crítica e ser xingado de enrustido pra baixo em seu blog.
tira esse autorefresh do site pelo amor de deus!
a diferença vai muito além da compaixão, se chama genialidade
Marcelo, este texto era necessário. A discussão é boa. Minha opinião é de que eles são maus humoristas. Tem boas idéias, mas não sabem elaborá-las, enriquecê-las. Somente um insight não faz uma piada boa. É precisa saber contá-la.
Os programas de humor inauguraram ou ampliaram uma cultura de desrespeito e riso a qualquer custo no Brasil. O Pânico por exemplo é o humor do “você é velho, logo você é a Dercy Gonçalves, o Highlander”, do “vô, num vô”, da mulher pedaço de carne, o humor que coloca homens totalmente fora do padrão de beleza ridicularizando mulheres que eles julgam fora do padrão de beleza. Certa vez o Pânico fez uma montagem de uma menina com a cabeça de um dragão, ela os processou e foi indenizada (http://forum.outerspace.terra.com.br/showthread.php?t=252381). Pergunto: Estou delirando ou posso associar o episódio “rodeio das gordas” com a cultura Pânico de esculachar mulheres que eles julgam fora do padrão de beleza? (http://www.youtube.com/watch?v=9FTwNRyII7g)
Já o CQC é o programa de humor onde um gaúcho faz piada sobre gaúcho ser veado e nisso ele está autorizando a SI MESMO a fazer piada sobre um suicida (Leila Lopes), ou sobre o que ele bem enter, afinal “eu faço piada até sobre mim mesmo, por que não faria sobre você”. Eles trouxeram um programa “franqueado” para o Brasil e junto a isso inauguraram o “stand-up comedy” (comédia em pé), algo totalmente americano, já velho por lá e até então estranho à nossa cultura. O “stand-up comeder” é o indivíduo que se propõe a ter como ofício o contar piada, ele precisa fazer piada para sobreviver. Pronto, a piada deixou de ser espontânea, ela precisa ser feita. Nisso a piada não pode esperar, não pode ser refletida, ela não pode selecionar temas, respeitar tabús, respeitar feridas, respeitar a individualidade, a alteridade. Quem consegue fazer piada full time (já que tratamos de stand-up)? A piada em pé, sentada ou deitada perdeu o limite, o piadista profissional faz bullying contra a Ângela Bismarchi, Geyse Arruda e outras figuras aparentemente selecionadas por não terem o respaldo de uma grande rede de TV por ex. Reinando no Twitter chegaram a expulsar até mesmo o global Bruno Mazeo deste espaço virtual e cobram a vida pessoal dos políticos. Os comediantes apesar de gostarem do têrmo batido e lugar-comum “politicamente incorreto”, tornam-se muito mais parecidos com carolas guardiãs da moral e dos bons costumes. Tais sacerdotes estipularam a feiúra como pecado mortal, a velhice idem, bem como o suicídio e a sexualidade, toda mulher que aparente um sex appeal, é uma vagabunda. Assim mesmo, contraditório, não pode-se envelhecer apesar de não podermos nada quanto a isso, não se pode ser feia mas também cuidado ao ser bonita, ao homem é dado ser feio, principalmente se ele for engraçado.
Definir o que é uma piada boa é mesmo difícil. Uma piada boa é uma piada que faz apenas rir, que faz rir e pensar, faz rir através de uma crítica, de uma ironia… Mas basicamente a obrigatoriedade de se fazer piada o tempo todo faz com que as pessoas se excedam. O que vai pro ar, o que entra num roteiro, etc. é selecionado, o excesso fica claro no que o comediante solta por si só sem seleção pelo twitter por exemplo, ou num improviso. Excluindo as pessoas que ganham seu pão na indústria do entretenimento é importante atentar para o papel do humor nas relações pessoais nas quais “estou só brincando” é cada vez mais usada como uma licença para ofender, ridicularizar, denegrir e diminuir, mas sem perder amizade, afinal “foi só uma brincadeira, não leve a sério”.
Por que vc saiu do Comédia?
@ Lucas Pedi para sair porque o Sensacionalista, site que faço com amigos, virou programa no Multishow, que é concorrente.
Esse reload na página é insuportável. Pensei em deixar de ler o texto várias vezes.
Caro Marcelo: Já que escrevi isso, e mandei para algumas pessoas, achei que deveria mandar para você também após ler seu ótimo texto.
Sobre o perigo fascista embutido nos sistemáticos ataques aos humoristas, comediantes, clowns…:
Estou horrorizada com o elogio à circunspecção que se anda fazendo por aí, como – por exemplo – a coluna de Marcelo Coelho de hoje (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1805201124.htm).
A coisa mais elegantemente circunspeta que já vi na vida foi o impecável uniforme da SS…
Era ele ‘correto’? Indicava ele alguma espécie de ‘correção’?…
Acrescento as perguntas que – me parece – têm sido esquecidas por todos os colunistas que assim (fascistamente?) têm se pronunciado:
- É plausível ao ‘clown’ ser ‘correto’?…
- É plausível aos especialistas de quaisquer ofícios (clown ou colunista de jornal, por
exemplo) aprender a acertar sem o exercício do erro?…
Isso não significa, é claro, que eu ache ‘lindas’ todas as tentativas de fazer graça ou (pior) as inevitáveis mancadas homéricas que diversos amigos e familiares da área clown cometam. Exercício de errar que vai acompanhando o momento histórico/cultural de cada clown.
NO FREE LUNCH: quer a responsabilidade máxima de ocupar a ‘beirada do mundo’ que é o lugar do CLOWN no Mundo, na vida da Vida, (se o Artista está expulso da República, o CLOWN é ‘o mais expulso dos expulsos’ por natureza), é ESSE o preço a pagar! Cometer mancadas que poderão transformá-lo na ‘Geni’ mais próxima para ‘xingar’ é inevitável; já apedrejá-lo está proibido: apedrejar mata.
Daí a esse ofício clownesco (com seus erros e acertos como quaisquer ofícios eternamente aprendidos) ser tachado de fascista, é um pouco demais.
Aí eu digo BASTA; pois não se trata de uma PIADA; trata-se de um MERO INSULTO, só que um PERIGOSO INSULTO, exatamente a mesma coisa que se reclama atualmente do clown!
Uma coisa é cobrir uma pessoa com excremento; ela pode lavar-se depois.
Outra coisa é cobrir a pessoa de veneno, que basta entrar na pele para matar!
A mesma imprensa que sabe exigir sua liberdade, deveria saber (e se possível ajudar a ensinar!) que o fenômeno Liberdade não diz respeito só ao seu próprio umbigo!
“Toda piada é preconceituosa” – Palavras de Danilo Gentili para o “De Frente com Gabi” do SBT. Concordo com ele, toda piada fere um público… e daí? Neste país dá pra ver que existem pessoas que preferem criticas as pessoas que fazem esse qualquer tipo de piada. A população do Brasil é Antiquada! Sou fã de programas de Humor (CQC, Quinta Categoria, Comédia MTV, Pânico na TV) e acho válido todas essas piadas, pois NÃO existe piada politicamente correta, eu queria ter a inteligência que o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili. É Fácil criticar as pessoas não é? Difícil é subir em um palco e fazer mais de 100 pessoas rirem.
Escrevi um baita texto e perdi por causa do reload. Enfim. Concordo com vc. Obrigado!
[...] LEIA TAMBÉM Os jovens humoristas e a falta de compaixão [...]
O politicamente correto está por aí que nem uma praga. Não pode fazer piada de nada. Quase nada, ainda pode fazer piada de politico, portugues e papagaio. VSF
Interesante
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Umberto Eco – como sempre genial – tem um texto do qual nunca me esqueço na hora de julgar nossos comediantes brasileiros. Em “Carnaval”, ele discute que existe humor libertador e existe aquele que só serve para reforçar o estigma. Quando o Rafinha Bastos fala de estupro, provoca o riso porque quer fazer de conta que entende as mulheres, mas o que está fazendo é reforçar o machismo e a violência contra a mulher
[...] viaOs jovens humoristas e a falta de compaixo. Leave a comment [...]
Dá pra fazer uma esquete decente sobre autismo, fácil, sem agir como um babaca que vê graça em sofrimento gratuito (a propósito, o humor só acontece quando seu protagonista dá causa à situação (não porque ‘simplesmente não se faz’, mas porque uma situação fortuita não tem graça, caso vc não seja um psicopata)): uma enfermeira entra na casa dos autistas e bate em um paciente. Corta para a casa da enfermeira, na hora da janta: o marido prova, olha feio e dá uma porrada na mulher – “sua retardada’.
Acho que estamos dando importância demais as piadas, são só piadas. E quer saber, acho engraçado discutir humor, vejam bem a que ponto chegamos.
Eu concordo com a questão do Casa dos Autistas, não era um esquete brilhante, um trocadilho simples pouco pensado. Mas a questão do Rafinha Bastos e do Danilo Gentili é ridícula. A piada do Rafinha foi boa, um insulto sem dúvida, mas não foi nada comparado ao humor americano. E a do Danilo Gentili foi genial, não aceitaram apenas pelo fato de ele não ser judeu e porque temos uma indústria de humor burro.