Pôquer, o vilão do ano?
Nesta segunda-feira, li um artigo que me deixou muito surpreso. Quando procurei por “pôquer” no Google News, o terceiro resultado tinha uma chamada assustadora – “Pôquer online: o mal do ano”. Estava no site do jornal DCI. Pelo tom do título, eu já sabia o que me esperava quando cliquei no link.
Da primeira à última vírgula, discordei de tudo o que o autor escreveu. Achei de um conservadorismo tremendo. Nos últimos anos, o pôquer quebrou muitas barreiras no Brasil. O preconceito quase sumiu. Gosto de dizer, na minha coluna da CardPlayer Brasil, que até algum tempo atrás, o jogador de pôquer tinha síndrome de vira-lata (para citar a genial expressão do Nelson Rodrigues). Bastava a carrocinha virar a esquina e nós tremíamos, com medo de sermos laçados e transformados em sabão. Hoje, não mais. O pôquer ficou glamoroso, tão pop quanto a sopa Campbell’s do Andy Warhol.
O pôquer cresceu tanto que, atualmente, é quatro vezes maior do que o tênis no país. Enquanto o tênis distribui R$ 2,5 milhões em premiação ao longo do ano, o pôquer já passou a cifra dos R$ 10 milhões.
Decidi entrar em contato com o autor do citado artigo, Wenderson Wanzeller, um consultor financeiro. Wenderson gentilmente respondeu a todas as minhas perguntas. Devo notar que, apesar de discordar intensamente dele, respeito a sua opinião. Nada é unânime nesse mundo, e não tenho a pretensão de que o pôquer um dia seja.
Abaixo, transcrevo alguns dos pontos mais polêmicos do texto, as minhas reflexões, as de Wenderson e, eventualmente, algumas notas.
“O pôquer não é e nunca será uma profissão. (…) Não existe curso técnico, faculdade nem diploma de jogador.”
Eu digo: Segundo o dicionário, profissão significa “trabalho para a obtenção dos meios de subsistência”. Quem vive do pôquer, portanto, é um profissional das cartas. Além disso, o pôquer é comparado ao judô no artigo. Também não existe curso técnico, faculdade nem diploma para judocas.
Wenderson responde: Em relação à profissão, não faço essa afirmação sobre o judô. Refiro-me ao judoca como um esportista. Contudo, o atleta de judô é sim um profissional. Quem diz isso é a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO – 3771-20).
Nota – A CBO também não classifica a categoria de enxadrista. O que foram, então, Kasparov e Bobby Fischer, na opinião da entidade?
“Nem de longe o pôquer é um esporte. (…) Tênis é um esporte. Jogue tênis com o Guga e depois diga quantos saques você devolveu.”
Eu digo: As chances de um amador vencer um grande campeão, como o Alexandre Gomes, numa partida de mano a mano, é quase nula, também.
Wenderson responde: Não sou contra a tentativa de se reconhecer o pôquer como esporte. Depois das várias manifestações que recebi, percebo que tem gente esclarecida trabalhando por isso.
“No Brasil, jogar pôquer apostando dinheiro é contravenção. Do jogo no boteco à casa de luxo. Se for no Brasil, e estiver valendo, é ilegal.”
Eu digo: Em lugar nenhuma da legislação brasileira está dito isso.
Wenderson responde: Essa colocação é interessante. Mas, mesmo reconhecendo minha afirmação, acho que não devemos entrar no mérito jurídico. O que conheço de Lei é o que a própria Lei exige, ou seja, o necessário para saber que não devo apelar para o desconhecimento de sua existência para me livrar da prática de um crime ou, dependendo do caso, de uma contravenção.
Nota – O Decreto Lei nº 3.688 proíbe a exploração dos jogos de azar (em que “o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte”). Mas não diz se o pôquer se enquadra ou não na categoria.
“O pôquer não está sendo tradado como jogo de salão. Torneios que cobram a inscrição, menos mal. Se o valor for simbólico, não há o que se falar. Passou disso, em solo nacional, é contravenção.”
Eu digo: A inscrição para a São Silvestre custa R$ 500 no bloco principal. O prêmio do campeão é de R$ 28.000. Em que essa disputa difere de um torneio de pôquer?
Wenderson responde: Neste ponto me referi aos torneios de salão. Tudo bem se a associação dos jogadores de buraco organizar eventos cobrando pela participação. Acho que o mesmo se aplica ao pôquer. O que não pode haver e uma manipulação para transformar esta prática em aposta disfarçada. No caso da São Silvestre citado por você, estou de acordo, lembro apenas que o evento ocorre apenas uma vez por ano.

A inscrição no bloco principal da São Silvestre custa R$ 500; o prêmio para o campeão é de R$ 28.000
“O pôquer não passa de um jogo de azar.”
Eu digo: Como explicar, então, um jogador ser oito vezes campeão mundial na WSOP, caso do Phil Ivey?
Wenderson responde: Apesar de não conhecê-lo, não acredito que o Phil Ivey seja campeão somente pelo fator sorte. Reconheço que existem habilidades no jogo. Exemplo: blefar, mentir, insinuar, persuadir, etc. Decorar as probabilidades de vencer com combinações de cartas também é uma dessas habilidades. Mas, falando em probabilidades, qual seria a chance dele vencer um novato que tivesse uma mão de dois ases? Acho que somente habilidade não faria diferença.
Nota: Nenhum jogador é obrigado a entrar numa mão. Se o amador apostar com os dois ases, o Ivey pode simplesmente sair da jogada e ir para a próxima.
“O pôquer não passa de um jogo de azar.” (Parte II)
Eu digo: Há estudos e laudos técnicos que comprovam que o pôquer é um jogo de habilidade. Você poderia citar uma fonte segura que diz o contrário?
Wenderson responde: Infelizmente não posso responder esta pergunta da forma como você a coloca. O que posso afirmar é que tive uma infância num bairro muito violento. Muitos de meus colegas se perderam no vício das drogas, álcool e dos jogos. Quando digo que é jogo de azar, é porque muitos dos jovens que eu conhecia foram detidos pela polícia por jogar baralho valendo dinheiro, e o jogo de pôquer era um deles. Ressalto também que, neste momento, meu clamor é para voltarmos os olhos para os sites online de pôquer. O próprio título do artigo diz “Pôquer online: o mal do ano”. Nesses últimos dias tenho recebido críticas e elogios de todas as formas. Em relação às críticas, mais de 80% são de jovens que jogam pôquer online valendo dinheiro. Sinceramente, não imaginei que os apelos comerciais já tivessem influenciado tanto a nossa juventude – vide artigo. Sou um religioso não radical. Da mesma forma que você respeita a minha opinião, respeito a sua e a de todos os praticantes do jogo. Concordar é algo diferente. Ressalto que já solicitei ao nosso departamento de jornalismo a elaboração de uma matéria sobre o tema. Se aprovada, tentaremos ouvir o Secretário de Segurança Pública de SP. Além de perguntarmos sobre o suposto laudo técnico emitido por eles em relação ao jogo, também faremos o seguinte questionamento: duas ou mais pessoas jogando pôquer apostado no Brasil, é ou não contravenção? Se a matéria for ao ar com o Secretário de Segurança Pública afirmando que não, obrigatoriamente, terei que rever minha opinião.












35 comentários
Tava na hora de alguem chamar esse cara já , que opinião mais ridicula , de quem nao conhece nada mesmo..
Enfim, ele não contesta com base em nada, não tem laudos de nada, não tem nem aporte da lei. Como ele vai falar que um laudo da UNICAMP não é verdadeiro? ou que ter sido aceito no Conselho Mundial de Esportes da Mente não conta?
Parabéns , chamou esse cara na chincha!
MARAVILHA DE RESPOSTA!!!!!!!!
EXCELENTE
PARANBENS!!!
SILVIO MARTINS
O artigo do Sr. Wenderson Wanzeller mostra no mínimo desconhecimento do assunto. Não deveríamos descobrir sobre coisas que não temos o domínio.
Já dizia aquele provérbio “Em boca fechada não se entra mosca”.
Donkey Quebrado!
Ou seja: mais um da turma ignorância + preguiça +pré-conceito. Valeu por sua argumentação. A dele desprezei quando veio com o “vivi num bairro violento…”.
belo post, parabens, deixou nosso amigo wenderson sem jeito. Fala o que quer ouve o que não quer e antes disso, antes de criticar procure saber mais sobre o assunto. Abração
Otimas indagaçoes as suas Pedro, é por esses caras que mal conhecem o esporte que o poker ainda é marginalizado para a sociedade. O engraçado do “jogo de azar” é que depois que começei a estudar a seria o poker só venho ganhando de quem só perdia… Acho que um veiculo como o DCI deveria pautar melhor suas pautas para não ocorrer esse vexame…
Escrever uma matéria com o título “Pôquer online: o mal do ano” sem ter o conhecimento necessário da matéria é no mínimo leviano. Podemos até respeitar a opnião do Sr. Wenderson, porém demais pedir que se aceite pacivamente a falta de ética que o mesmo demonstrou ao escrever uma matéria jornalistica fundada em parcos conhecimentos do assunto. Torço para que o departamento de jornalismo do DCI realize uma matéria fundada em pesquisa, entrevistas e imparcialidade e deixe que os leitores tirem suas próprias conclusões.
Parabéns Pedro Nogueira por ter dado um “call” no assunto!!!
Lamentavel, parece politico que quando não sabe responder muda de assunto
Esse é o trabalho de um desinformado, o que ocorre com outros assuntos em outras áreas também. Uma pessoa que não entende do assunto, falando sobre o assunto. Ridículo, no mínimo. Não vou me dar ao trabalho nem de ler o artigo dele.
parabéns Pedro pelo post que o deixou quase sem respostas
Aí Pedrão,
Adorei, cara. Sinceramente, GG pro Wenderson. É difícil discutir essas questões com leigos sobre o assunto. Eles acham que conhecem do assunto (talvez por cultura geral), mas afirmações feitas a esmo sem estudo profundo torna o autor um ignorante.
Parabéns pelo artigo fantástico. Keep up the good work!
MM
é um mané falando do que nao conhece…
o Sr. WILL ARRUDA podia dar uma força pro cara ae e colocar ele no SnG TEAM PRO… pra ver se ele sái da Badrun; e quem sabe muda o conceito dele!
Parabens por manter a conversa em alto nivel
é desse jeito que conseguiremos mais espaço
esse cara é um infeliz, aculturado e ta apelando pra consegir um espaço na mídia. só o título da matéria já prova isso, mais sensacionalista impossível
Claro que poker é um jogo de habilidade…eu mesmo ganhei 6 em um dia só na falinha…LOL
Como uma pessoa que mexe com o mercado financeiro (riscos) consegue ser tão ignorante e preconceituosa? Vários laudos técnicos já comprovaram que o poker é um jogo de habilidade, mas é LÓGICO que não é dinheiro fácil, na verdade é dificílimo (requer muita prática e estudo)…e poucas pessoas apenas conseguem se tornar vencedores (assim como em qualquer esporte competitivo). Concordo que algumas pessoas optam por jogar poker por jogar (sem estudo e dedicação para aprender o jogo) e caem na ilusão do dinheiro fácil e acabam perdendo boas quantias (assim como na bolsa de valores e em inúmeras outras atividades), mas culpar o poker por isso é estupidez. Acho que o preconceito deveria acabar e a legalização clara desse esporte mental tão facinante e inteligente é iminente.
“Suposto laudo técnico” foi demais. O Ricardo Molina é um dos mais respeitados peritos do país. Esse artigo do Wenderson só mostrou sua total ignorância sobre o assunto.
Sr. Wenderson, se suas cartas forem par de ases, eu pago seu all in e vou atras de meus outs, só pra quebrar o sr! Essa sua participação no mundo do poquer é negativa! Afirmações sem fundamentos.
Depois o sr. faz uma materia sobre A Maldade do “Bad” no poquer.
Pedro, parabéns em todos os sentidos…
Sobre o Judô, ele possui um diploma.
A Faixa preta, que não do dia para noite que se obtém, e a certificação da FIJ ( Federação Internacional de Judô ).
Para se obter, ambos descritos acima, faz-se necessário o “exame de faixa”. Onde são cobradas todas as técnicas com perfeição perante uma banca de “jurados”.
E quanto ao judô como profissão / esporte, é plenamente possível, vide os atletas olímpicos.
Enfim, cada um tem sua opinião e viva a democracia :)
Abraços !
Parabéns pela resposta, você foi claro e objetivo.
Parabéns também pelo conhecimento sobre o assunto poker.
É incrível como pessoas mal embasadas dão opinião de coisas que ao menos conhecem. Com a internet todos viraram formadores de opinião, sem ao menos conhecer sobre o que retratam.
Parabéns Pedro. Esse senhor é no mínimo um cara preconceituoso mal informado, e a conversa mostra isto muito claramente.
Abs
Só pode ser que a mulher dele largo dele pra ir jogar poker com o daniel negreanu
huihiuhiuhiuhiuhuihiuh
“O que posso afirmar é que tive uma infância num bairro muito violento. Muitos de meus colegas se perderam no vício das drogas, álcool e dos jogos.”
Pronto este trecho acima explica o conhecimento sobre o jogo de poker … poderia explicar para o tal consultor financeiro, que ao escrever sobre qualquer assunto, seja em jornal, site ou revistas, deveriam no minimo estudar mais a fundo o tema para não proferir bobagens de cunho pessoal, ficar no achismo não eh digno de coluna em jornal!!
Bela entrevista
esse fulano que se intitula Dr Grana.
É como muitas pessoas preconceituosas sem conhecimento de causa, falar ate periquito fala. O que eu mais me retorci aqui foi ler que na sao silvestre pode cobrar por que é uma vez por ano !!! Nossa esse cara vive em que mundo ? Sera que ele vive recluso juntamente com as irmas carmelitas ? Ou sera que ele esta na idade media ? Todos os torneios de qualquer modalidade individual ou coletivo tem cobrança de inscrição e muitos premios em dinheiro. Então Sr Dr Grana, antes de criticar ou falar conheça o assunto.
O Sr veio de um bairro violento, nossa agora isso justifica, entao quem nasceu em um bairro predominante homossexual voce sera contra os homossexuais ? Ou Se voce cresceu em um bairro evangelico, sera contra os evangelicos ?
Bom Parabens Pedro mais uma vez pessoas coerentes e com inteligencia consegue mostrar a verdadeira realidade brasileira.
Atenciosamente
Mariel Macedo
diretor
pokerviagens.com.br
Maravilha , chega de acéfalos pseudo-jornalistas escrevendo do que bem enteder (sem na verdade entender nada sobre o assunto).
Parabéns.
Infelizmente é isso o que hoje nós vemos no Brasil, um monte de gente querendo aparecer a todo o custo.
Se tem algo se destacando logo aparece alguém querendo se aproveitar disso e aparecer na mídia. Este esta se aproveitando do poker para aparecer sem nem saber direito sobre o que esta falando. Outro exemplo é o Promotor que prometeu que o Massa vai sair algemado de Interlagos se fizer jogo de equipe este final de semana. Ou seja, ficam se aproveitando dos fatos para se destacarem na midia ao invés de realmente se preocuparem em fazer algo de positivo pla sociedade. Quem é Wenderson mesmo?? Até então eu não fazia a menor idéia de quem era, mas hoje eu sei que é um aproveitador.
Bom…falar que o pôquer é jogo de azar é brincadeira. Em primeiro lugar, na infância do nosso amigo, com certeza ele se refere ao pôquer fechado, não o Texas Hold’em. Quanto às comparações de que uma pessoa qualquer nunca venceria o Guga, ele pode até estar certo, mas a comparação é ridícula. Vamos comparar a um operador do mercado de ações, por exemplo. Um leigo, pode sim montar uma certeira e num determinado mês, ter uma maior rentabilidade do que um expert. Mas o que importa é o longo prazo, ganhar mais do que perder. Ninguém ganha todas no mercado de ações. Os bons, apenas acertam mais do que erram. Os lucros são determinado por vários fatores. Agora o que um especialista em crédito em cobrança, tem que falar do pôquer??? Qual o conhecimento dele? Na próxima vez, é melhor escrever abobrinhas nos boletos bancários que ele deve ficar emitindo.
caríssimo…
informe ao distinto cavaleiro, que não são apenas jovens que jogam,
temos advogados, médicos, engenheiros, professores (meu caso), representantes, entre tantos outros, doutores (Pós graduados) ou ainda PhD que se debruçam sobre livros, artigos, fóruns, para cada dia mais levar o poker ao status que realmente possui: esporte.
Pessoas que lidam com a informação de massa devem se atentar para colocações preconceituosas, desprovidas de provas, com teor altamente preconceituoso, baseadas em lembranças de infância. Quando tratamos de informação, devemos antes de tudo ter sabedoria para aplicar o conhecimento epistemológico , para então produzir a informação panfletária, que é o caso do artigo referido.
Assim, acredito que o “achismo” deva ser deixado de lado, e retomarmos a retórica e com ela associada aos novos estudos, laudos e pareceres técnicos, aceitar que o que foi já não é, e o que está sendo é a nova realidade do que os mais estudados chamam hoje de esporte.
Avisa esse cara ai que muitos brasileiros tem sorte de pagar em dia a escola dos filhos e as contas em dia pq ganham no Poker….LoLlololololol.
Se der azar as contas não são pagas hehehehe….
É muito bom ver a estupidez sendo combatida com interligencia!!!!
É humilhante ver que a imprensa brasileira, informadora da opinião pública, não é séria! Nossa imprensa sai por aí prestando informações levianamente, de cunho exclusivamente pessoal e preconceituoso. Sinceramente, é fácil publicar sua opinião num jornal, o difícil é fazer uma matéria séria ao invés de tendenciosa! Parabéns àqueles que mesmo não sendo jornalistas, têm muita informação fidedigna para oferecer e não apenas lançam mão da sua opinião sem qualquer respaldo técnico. Meu comentário indignado tenta dizer que: não importa se sua opinião é a favor ou contra ao jogo de pôquer, o que importa é que você seja um bom profissional e tenha consciência que muita gente vai ler o que você escreve. E o “tal” do profissionalismo, tão discutido em referência ao jogo de pôquer e aos outros esportes faltou a quem realmente tem uma formação acadêmica. Lamentável.
Olá colega , eu gostava que o seu texto nesta página web , você está de pé com coisas espectaculares ! Este site é muito interessante !
Meu nome é Patricia , de Sidney , e eu vou ser um seguidor desta página web, meus dados pessoais que você pode não querer conhecê-los , mas eu dizê-las de qualquer maneira estou muito encontrada de poker online , bem como programas de TV e eu também desempenhar um Rhiana muito no meu roadtrips , estou sem namorado no momento, então cuidado com os meninos para mim …. só brincando :) ! Eu já tentei de namoro online Não funcionou muito bem ….
Fiz este comentário porque como eu já disse que eu realmente gosto neste site Eu também tenho uma placa assim como você , mas o meu é diferente de muitos este , trata-se de poker grátis dinheiro ….:)
Além disso, vou pedir desculpas por minha escrita era a única maneira de eu conseguir falar com vocês ….Boa noite a todos, See ya