Mulher que é mulher dá para quem ela quiser
Mulher que é mulher dá pra quem ela quiser e nem perde tempo pensando nesse assunto porque é algo tão natural e simples na sua vida quanto escovar os dentes ou ir ao cinema. Por isso acho bem esquisito essas meninas (independente da idade que tenham continuam meninas) cheias de preocupação, lendo livros e fazendo contas (primeiro encontro, terceiro, décimo segundo?) para descobrir o momento ideal de arriar a calcinha de renda. Saturno e Vênus deverão estar alinhados conspirando para um acontecimento pós-transcendental. Parece que elas são oferendas pra Quetzalcoatl! É só sexo. Passional, carnal e intempestivo como deve ser. Deixem as contas pro IBGE, as regras de bom comportamento para os colégios de freira, e vivam. Comprem camisinhas e mandem bala.
Apesar da aparente modernidade, tem muita mulher regulada por aí. E não porque não sintam vontade de liberar, não: esse motivo é respeitável. É porque tem medo do que os outros vão falar. Medo do que o cara vai pensar dela, vê se pode. Se uma garota teme o juízo que o cidadão vai fazer dela depois do bundalelê, é um aviso dos céus de que não deve dar pra ele de jeito nenhum—a menos que goste de transar com babacas moralistas.
Jamais me preocupei com o que o vizinho, o porteiro ou qualquer terceiro pensam de mim: se eles não tem nada mais importante pra fazer do que vigiar a vida alheia, pobre deles. O problema é que nossa sociedade é, feito lençol freático, permeada por um moralismo mais contaminador que dengue e, quando você menos espera, se pega censurando a conduta dos outros igualzinho sua avó. Comportamento herdado, sabe? Pior que isso, comportamento arcaico. Ou patético.
Homem que fica encanado com a vida sexual pregressa da namorada precisa tomar surra de frigideira pra parar de ser besta. O mais engraçado é que os machos rodados se acham os Tiger Woods do sexo (acertam o buraco cada vez com mais distinção), mas as mulheres viram roupa comprada em brexó? Ah, faça-me o favor. Dou o que é meu e ninguém tem nada a ver com isso. E, aliás, o número de pessoas que passaram pela minha cama, ou pela dela, não te interessa, não altera a BOVESPA, nem a minha personalidade ou valor. Muda, isso sim, a experiência. O que é, ao meu ver, ótimo: ter referencial é algo valiosíssimo nesses dias de propaganda enganosa…
Mas, veja bem: dar pra quem quiser não significa passar o rodo no time de basquete inteiro ou em toda sua turma de amigos, não. Isso é falta de respeito consigo mesma. Porque, como disse Leila Diniz a um babacão que, depois de tomar um sonoro fora, a chamou de vagabunda: “Querido, eu posso dar pra todo mundo, mas não pra qualquer um”. Isso é que é mulher.
Ailin também escreve sobre gastronomia em seu blog http://www.gastrolandia.com.br Seu twitter é http://twitter.com/ailinaleixo











13 comentários
E-xa-ta-men-te! E a frase de Leila Diniz encerra a questão.
Leila que era mulher de verdade e esse é que é um artigo bom de se ler, porque tem conteúdo. Faz a gente constatar a nossa própria bobeira, mesmo que momentanea. Sexo é bom, dá prazer, eleva a autoestima, faz a gente se cuidar mais e melhor. Faz bem pra tudo. Porque evitá-lo? Por que censurá-lo? Por que só pode com um? Por que só com homens ou só com mulheres? Há muito o que se aprender no sexo. E de muitas formas, sem ser ou sentir-se vulgar. Parabéns Ailin.
Mulher que é Mulher, segue alguns princípios naturais da raça humana, e um deles, é o de não ir na conversa de qualquer porcaria que se divulga na net. Esta senhora, com “s” minúsculo, deveria estar lavando roupa suja no “Rio Ganges” faz-me o favor….
Mandou bem, Ailin.
Independente de ser mulher ou homem, adoro gente bem “resolvida” e que simplifica a vida. E com a vida sexual devemos fazer a mesma coisa, nada de complicar!!! Nossa vida sexual é NOSSA responsabilidade, mesmo que vc tenha um parceiro fixo, é preciso estar “atento” e “forte”, sempre.
Mais um textinho horroso para incentivar promiscuidade e falta de valores morais. O pior de tudo foi essa frase:
“Homem que fica encanado com a vida sexual pregressa da namorada precisa tomar surra de frigideira pra parar de ser besta”
Quanta intolerância! A autora acha que todo mundo deve pensar igual a ela e que quem pensa diferente precisa ser punido.
bom eu acho que o cara é um babaca se nao te levar a sério porque vcs transaram.
entao o correto é sempre dar no 1o encontro:
- se o cara gosta mesmo de vc, nao vai ligar
- se é um babaca, nao vai mais ligar e vc se livrou rapidamente de um escroto.
ok
Ai, ai… dei muito nesta vida assim, sem preocupação. Foi a melhor coisa que fiz. casei e soube que abriria mão disso, foi uma escolha pensada. Era como se eu tivesse ficado satisfeita com as coisas que provei, sabe? Adorei seu texto! Parabéns por sempre escrever o que pensa, sem se importar com o que pensam. E, claro, por dar assim tb. =)
Parabéns Ailin. Você disse de uma maneira muito simples e sincera aquilo que eu também penso a respeito do posicionamento feminino!
Aliás o pensamento do qual acredito que muitas mulheres tbém compartilham, mas que calam por medo de assumir um posicionamento frente a uma sociedade ainda machista.
Beijos.
Josiane Zaccarelli.
Isso é que mulher madura de verdade. Sem preceitos, preconceitos e tabus. Se tem cara babaca no mundo… isso todo mundo sabe, agora pior é aquele que não sabe comer quieto. QUue como diz o ditado… quem come quieto, come duas vezes. No bom sentido da palavra é claro!rsrs….
Fiquei abismado com sua coragem e mente aberta. Tive que aplaudir de
pé sua explanação. Parabéns! São poucas mulheres que tem essa liberdade que você conseguiu. Geralmente são hipócritas… elas querem transar gostam da gente, mas ficam “segurando” porque tem medo dos comentários dos outros. Se você tiver uma conta no FACEBOOK, por favor me add. (FACEBOOK: Jorge Costa)
Ailin,minhas palmas para você e este seu artigo esplendoroso.é muito bom saber que o pensamento das mulheres tem mudado!Concordo com tudo que está escrito.
um fã seu postou este seu texto em uma comunidade do orkut e eu gostei tanto que coloquei no meu blog.
tem mais?
Se você é inteligente, estilosa, tem atitude, se destaca das outras mulheres, é segura de si e gosta muito de sexo, você é o máximo. Se você é burra, “lugar-comum”, limitada, infantil, insegura, metida a gostosa e gosta muito de sexo, você é só vagabunda mesmo.
Algumnas pessoas não entenderam quando postei isso em redes sociais. Este texto expressa EXATAMENTE o que quis dizer!
Recomendando!