Louco por trabalho e apaixonado pela mulher, o fotógrafo Rankin, especializado em nus femininos, conta um pouco sobre sua profissão e novos projetos


Rankin é um fotógrafo conceituado. Madonna, Mick Jagger e Bono são algumas das pessoas que passaram por suas lentes, mas além de celebridades mundiais, o fotógrafo se notabiliza por uma especialidade que deixa muitos com inveja de sua profissão: fotografar nus femininos.

Natural de Glasgow, na Escócia, sua carreira profissional como fotógrafo começou em 1991, quando fundou junto com o jornalista uruguaio Jefferson Hack a revista cultural “Dazed & Confused”, publicação que segue viva até os dias de hoje.

Desde então, o fotógrafo ganhou reconhecimento e passou a ser chamado para revistas de prestígio internacional como Vogue, Harper’s Bazaar, Elle e Playboy. Entre um trabalho e outro, Rankin encontra tempo para desenvolver projetos próprios. “Sem descanso para os loucos!” brinca.

Suas fotos esbanjam erotismo e, para os críticos, beiram a pornografia, mas o argumento contra é difícil de crer – seus lançamentos são acompanhados de exposições em museus e galerias.

Apesar do contato com algumas das mulheres tidas como as mais bonitas do mundo: Heidi Klum, Cindy Crawford e Claudia Shiffer, para citar apenas algumas, Rankin é um homem apaixonado e não troca sua mulher Tuuli Shipster, também modelo, por nada. “É uma das mulheres mais inspiradoras com quem já trabalhei”, se declara.

A ela dedicou o livro “Tuulitastic”, em 2006, mostrando-a completamente nua e em tantas posições diferentes e sugestivas que não deixam dúvidas a respeito do bom gosto do fotógrafo.

Seu mais recente trabalho, no entanto, gira em torno de outra mulher: a modelo britânica Rosie Huntington-Whiteley. “Ten Times Rosie” foi publicado em outubro nos principais países europeus e nos Estados Unidos. No Brasil a publicação precisa ser importada (US$ 60 na Amazon).

A coleção de fotos foi criada em parceria com a estilista Paula Thomas, sob encomenda para Thomas Wyde, sua marca de roupas femininas. Nela, Rosie exibe versatilidade e graça, alguns dos atributos que fizeram da modelo a escolhida para ser a substituta de Megan Fox no terceiro filme da série de ficção científica “Transformers”.

Em conversa com Rankin, o fotógrafo falou sobre o lançamento do livro, discursou sobre a beleza feminina e deu sua visão sobre o homem moderno.

Qual é o conceito por trás de “Ten Times Rosie”?
A ideia para “Ten Times Rosie” foi tirada das dez últimas coleções lançadas pela Thomas Wylde nos últimos cinco anos. Paula (Thomas) criou estas “personagens” ao longo deste tempo e teve uma forte visão a respeito de quem eram estas mulheres. Cada uma seria a personificação de um tipo de “mulher Thomas Wyde”. A partir disto, o próximo passo era tornar esta visão uma realidade…

Por que Rosie Huntington-Whiteley foi escolhida para estrelar o projeto e não outra modelo?
É muito raro encontrar uma modelo tão inspiradora e que possa enfrentar um desafio tão grande quanto este. Alguém que consiga se metamorfosear, fisicamente e mentalmente, em tantas personagens  e personificar cada uma de maneira tão completa e em tão pouco tempo não é uma tarefa fácil. Rosie fez tudo isso e muito mais.

Qual o segredo para fotografar uma bela mulher?
Não há muitas diferenças entre fotografar uma bela mulher e fotografar qualquer outra pessoa. Se você coloca pessoas com tranquilidade em frente da câmera, e se diverte com elas, é possível conseguir muito mais de uma sessão de fotos.

O que define uma bela mulher?
A beleza é inteiramente subjetivada às opiniões pessoais, mas eu acredito que todos podem ser bonitos. Para mim está nos olhos. Olhos são incrivelmente eróticos.

Das mulheres com as quais trabalhou, existem algumas favoritas?
Claro! Minha mulher, Tuuli, é uma das pessoas mais inspiradoras com quem trabalhei. Ela é uma das modelos mais versáteis que já tive o prazer de fotografar, sua personalidade brilha e ela sempre traz uma qualidade adicional para cada sessão de fotos que fazemos juntos. Outra pessoa com quem amo trabalhar é Kate Moss, ela é tão dinâmica e icônica… Também Heidi Klum, que é uma das mais dedicadas e com facilidade de adaptação na indústria (da moda).

Agora com 44 anos, depois de muitos trabalhos reconhecidos e fama adquirida, o que te movimenta?
A imensa quantidade de ideias que eu tenho seguem me movimentando! Tenho, aproximadamente, seis projetos pessoais nos quais estou trabalhando em conjunto com trabalhos comerciais. Sem descanso para os loucos!

Na ALFA geralmente perguntamos “o que é ser homem hoje?” aos nossos entrevistados. Como você responderia esta pergunta, qual o papel masculino na sociedade atual?
Ser homem hoje é não ter vergonha de raspar as axilas

(Por Rafael Bergamaschi)

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