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Barba e Bigode

por Erik Paulussi, Rafael Kato e Ricardo Zanirato

Dicas de games para console, jogos online e outros achados de interesse masculino



Mario da cabeça aos pés

A Converse decidiu homenagear o encanador mais famoso do mundo em dois modelos de tênis Chuck Taylor, vulgo All-Star. Duas fases de Super Mario Bros estampam a parte de fora do calçado, enquanto a de dentro guarda “segredos”. Até a caixa do calçado é personalizada. Pena que só os japoneses poderão adquirí-lo a partir de agosto. O tênis não tem previsão de chegar em outros lugares do mundo.


Review: “As Aventuras de Tintim: O Jogo”

Desapontamento. Esta é a primeira palavra sobre o jogo “As Aventuras de Tintim”, da Ubisoft. Para quem assistiu ao filme de animação, o game deixa muito a desejar em sua qualidade gráfica. Apesar de ser um jogo essencialmente em 2D, as animações das seções em 3D pecam por contornos pouco definidos e cores apagadas.  Está longe de ser um jogo mal feito, mas não esta à altura de um personagem como Tintim.

“Tintim” é um jogo fácil, para não dizer infantil. São apresentados desafios como escalar, pular blocos e derrubar adversários. Guardada as proporções, os desafios não são muito diferentes de clássicos do 2D como “Prince of Persia” e “Tintin in Tibet”, este último para o MS-DOS, em 1995.  “Tintim”, sem dúvida alguma, conversa com um público mais jovem do que “OutLand”, outro título em 2D da própria Ubisoft.

A jogabilidade é simples. Na versão PS3 testada, além do direcional, o usuário só precisa utilizar outros três botões (quadrado, triângulo e R2).  No entanto,o lado positivo do jogo foi dar maior ênfase ao cãozinho Milu. Quem saiu do filme com a sensação de que o cachorrinho deveria aparecer mais, pode compensar o fato com o game. É possível alternar personagens. Ora Tintim, ora Milu. Por outro lado, o erro foi criar seções 3D, mas sem a possibilidade de alternar a câmera de visão.  Você joga com o personagem correndo de frente, quando o costume é a visão de costas.

PS MOVE
“Tintim” tem suporte para o controle com sensor de movimento do PlayStation. Não surpreende, assim como os outros jogos para a tecnologia. As seções disponíveis são: luta com espada e pilotar o mesmo avião do filme.

O jogo vale apenas pelo ótimo trabalho de dublagem e por ser um dos poucos bons 2D do mercado.Se você é fã de Tintim e quer um jogo de aventura, então é melhor ficar com Nathan Drake da série “Uncharted”.

“As Aventuras de Tintim: O Jogo”
Ubisoft
Plataformas: Wii, PS3, Xbox 360 (R$ 129,90) e Nintendo 3DS (R$ 149,90)

Assista ao trailer:


Cinco cartazes retrôs de games

Quando as ações de marketing monstruosas não existiam, a única saída para motivar os gamers eram os anúncios nas TVs e nos jornais impressos. O lado positivo eram os ótimos slogans de alguns jogos, como Top Gear e seu “Shift happens” [para quem não sacou, é um trocadilho com "shit happens"]. Selecionamos cinco dessas peças publicitárias:


Os 10 melhores games de 2011

O ano de 2011 trouxe diversos títulos de qualidade para os gamers. Tanto que foi difícil escolher apenas 10 jogos para esta relação de melhores deste ano. Mesmo assim, alguns se destacaram mais pela originalidade, detalhes, gráficos avançados e, é claro, diversão garantida. Conheça nossa seleção de campeões.

Call of Duty: Modern Warfare 3
A trama meio manjada de guerra mundial, ditadores contra liberais, já encheu um pouco e não surpreendeu em nada. O que coroou este game foi o multiplayer, que é quase um marco para quem não largava a mão do PC para jogar um bom FPS (First Person Shooter).

L.A. Noire
Trama envolvente, com jogabilidade muito semelhante à de GTA, outro título consagrado da produtora Rockstar. Com o passar das missões, a história vai tomando conta, viciando até o mais resistente dos jogadores.

Batman Arkaham City
O jogo foi aguardado por muitos fãs do Cavaleiro da Trevas e dos fãs de videogame. Surpreendeu com fases bem detalhistas, controles simples e garantia de diversão em uma época onde um jogo singleplayer é raridade.

Legend of Zelda: Skyward Sword
O game recuperou o Nintendo Wii, tirando-o da sombra do Xbox 360 e do PS3. A jogabilidade durante os combates torna o jogo mais próximo da realidade, coroando o título como um dos melhores de 2011.

Uncharted 3: Drake’s Deception
Conseguiu juntar elementos de God of War, Prince of Persia e dar um toque de originalidade. Gráficos surpreendentes, história interessante e jogabilidade das melhores, é um dos principais lançamentos do ano.

The Elder Scrolls: Skyrim
Jogo foi aclamado pela crítica pela riqueza nos detalhes. Foi a verdadeira surpresa de 2011, já que a série andava meio caída. Sem dúvida, um dos melhores RPGs (Role Playing Game) que já lançaram para um console.

Fifa 2012
O simulador de futebol voltou com gráficos turbinados e jogabilidade aperfeiçoada. Todas as funções, desde tocar a bola até cruzá-la na área, são controladas por uma barra de sensibilidade, que realmente torna tudo um pouco mais desafiador. O multiplayer também fortalece o título.

Gears of War 3
A jogabilidade novamente dita o ritmo do jogo, que traz mais armas poderosas, robôs que servem de montaria. O diferencial da vez é o controle de uma equipe com quatro integrantes, cada um com sua função. Assim, quando um aliado está em perigo, os outros podem ajudar.

Infamous 2
A dualidade entre o bem e o mal, variando no próprio jogador, novamente é o diferencial do game. Desta vez, os poderes de Cole estão maiores. Além da eletricidade, ele também controla gelo e fogo, o que deixa o jogo ainda mais vibrante.

Forza Motosport 4
Mesmo perdendo contrato com a Porsche para sequências, o game veio acelerando motores e tirando suspiros de qualquer apreciador de carros. Os gráficos até parecem cenas de uma corrida real, e a seleção de carros está melhor do que nunca.


Louvre adota Nintendo 3DS como guia nas visitas

O Louvre, museu localizado em Paris, na França, e um dos mais movimentados do mundo, fechou uma parceira com a Nintendo para utilizar o portátil 3DS como guia de visitação. O videogame substituirá os players de áudio que serviam para orientar turistas durante o passeio pelo local.

O museu receberá 5 mil aparelhos que serão disponibilizados a 6 euros. O Louvre recebe cerca de 8,5 milhões de visitantes anuais, mas apenas 4% deles optam pelo passeio guiado pelo dispositivo de áudio. A introdução da tecnologia 3D é uma tentativa de aumentar o interesse das pessoas neste tipo de serviço.

Os visitantes poderão acessar comentários e itinerários das obras em até sete idiomas, mas ainda não foi divulgada a forma que as imagens tridimensionais serão aproveitadas para melhorar a experiência. A Nintendo está cuidando do desenvolvimento do guia, enquanto a parte editorial fica a cargo da equipe do Louvre.


Atari quer se reinventar nos jogos sociais

Gabriela Ruic, de Exame.com

Quem cresceu entre a 1980 e início da década de 90 certamente viveu, ou ao menos se lembra, dos tempos áureos da Atari e seus games em consoles e fliperamas. Em quarenta anos de atividade, a empresa fundada por Nolan Bushnell e Ted Dabney se firmou como a pioneira no mercado de games e é a responsável pela popularização do videogame.

Depois de cair num certo ostracismo na década de 90 e nos anos 2000, no qual foi vendida, comprada e enfim remodelada. Hoje ela pertence ao grupo francês Infogrames, e parece ter encontrado nos jogos sociais um caminho de volta à disputa por um lugar ao sol.

E a estratégia, segundo a companhia e que já está sendo colocada em prática, é focar em franquias que já fazem parte do portfólio da Atari, transformando-as em jogos sociais e adaptar o conteúdo para execução em plataformas móveis.

A primeira incursão veio com o lançamento, do “Atari’s Greatest Hits”, na loja de aplicativos da Apple, em abril deste ano e que superou a marca dos três milhões de downloads. Uns meses depois, novembro, a Atari apostou no “Asteroids:Gunner”, sucesso absoluto nos fliperamas e cuja adaptação foi festejada pela crítica especializada. Os aplicativos, entretanto, não estão disponíveis na App Store brasileira.

Bom, mas a Atari não pretende parar por aí. Ainda este mês, está prometido o desembarque do “Breakout:Boost”, jogo cujo desenvolvimento contou com a participação de ninguém mais, ninguém menos que o fundador da Apple, Steve Jobs.

Mas, assim como as fases de um game ficam mais difíceis à medida que se avança em um jogo, a Atari também terá que enfrentar alguns desafios até que volte a ser “alguém” no mercado de games. Um deles é a Zynga, empresa mais jovem, é verdade, porém mais experiente quando o assunto é jogos sociais. Com mais de 230 milhões de usuários cadastrados, a Zynga é a desenvolvedora de praticamente todos os grandes hits da era das redes sociais, como FarmVille, CityVille e Mafia Wars.

Ainda é cedo para saber a ideia de relançar jogos que apostam na memória afetiva do público é, de fato, uma estratégia que vai dar certo no longo prazo. Mas, é possível prever que a briga pela liderança no disputado mercado dos jogos sociais vai ser boa.


Cincos jogos de Nintendo Wii que não comprometem a masculinidade

Por Erik Paulussi

O Nintendo Wii completou cinco anos de existência em novembro. O console foi sucesso de vendas, com 88 milhões de unidades vendidas, principalmente porque inovou a indústria dos games com um controle de movimento, que reproduzia gestos da vida real. Passado o alvoroço, pouco a pouco o videogame ganhou título de “jogo da família”, por causa dos títulos mais simples e com visuais até infantis. Para desmistificar, selecionamos cinco jogos de Wii que não comprometem em nada sua masculinidade.

Metroid: Other M
A consagrada série de Samus segue no Nintendo Wii. Este é um dos poucos jogos de aventura que tem muito dinamismo e jogabilidade rápida. Os gráficos não são os melhores, mas pelo menos não tem bonequinhos fofinhos e meigos.

Zelda: Skyward Sword
O game foi o lançamento de 2011 para o console e é outro clássico imperdível para qualquer gamer. Com o avanço da tecnologia, este talvez seja o marco de nível máximo de exatidão nos movimentos desenvolvidos pelo Wii Remote. Só cuidado para não arremessar o controle longe.

Resident Evil: Umbrella Chronicles
O único jogo da saga que funcionou em primeira pessoa. Embora a história seja um pouco curta, estourar cabeças de zumbis deixa qualquer um viciado. O acessório Zapper, que simula uma arma com o Wii remote e o Nunchuk, deixa a brincadeira muito mais interessante.

007: Goldeneye
Se você passava horas jogando este game no Nintendo 64, não pode perder a versão para Wii. O jogo é praticamente uma adaptação fiel ao original, mas novamente o movimento do controle acaba enriquecendo a experiência do game. Este é um jogo que consegue combinar bem a característica multiplayer do Wii com um tema mais adulto.

Madworld
Muito sangue e violência banham a tela em um jogo com gráfico meio HQ. Madworld é uma mistura de luta e ação, além de ser um dos poucos jogos de Nintendo Wii que mostra o pior do mundo de forma tão explícita. Como simula uma história em quadrinhos, os gráficos em preto e branco podem incomodar um pouco.


Xbox Kinect 2 vai ler até os lábios

A próxima edição do sensor para jogos Xbox Kinect, da Microsoft está a caminho. O novo sensor deverá ser vendido junto com uma nova versão do console Xbox. O Kinect 2 será tão avançado que poderá ler os lábios dos jogadores e detectar o estado de humor deles. O site britânico Eurogamer diz ter recebido essas informações não oficiais de desenvolvedores de jogos.

Segundo o Eurogamer, o Kinect 2 terá câmeras de maior resolução, capazes de captar até os mínimos detalhes dos movimentos dos jogadores. O sistema vai identificar expressões faciais. Além disso, poderá detectar alterações no volume e no tom de voz das pessoas para determinar quando elas estão alegres, decepcionadas ou furiosas.

Sabe-se que o Kinect atual é limitado pela conexão USB, que não consegue transferir os dados com velocidade suficiente para permitir o uso de resoluções mais altas. Assim, se a Microsoft pretende trabalhar com imagens em maior resolução, terá de mudar a maneira como o sensor é ligado ao console.

O site francês Xboxygen diz que o plano da Microsoft é apresentar o novo Xbox durante o evento CES, que começa no dia 10 de janeiro em Las Vegas. A nova versão se chamaria Xbox Loop, em vez de Xbox 720, como o futuro console vem sendo chamado informalmente. Dentro dele estaria um poderosíssimo processador com seis núcleos.

A informação – não oficial, é claro – teria vindo de algum funcionário da produtora de jogos francesa Ubisoft. Mas há quem duvide que o novo Xbox fique pronto no início do ano. Outro site britânico, o Edge, diz que a data mais provável para o lançamento é o final de 2012. É até possível que a Microsoft deixe o lançamento para o CES de 2013.

O novo Xbox vai  competir com a próxima geração do PlayStation da Sony, e com o Wii U, da Nintendo. O PlayStation 4 ainda não tem data prevista para o lançamento. Mas há relatos de que estúdios que desenvolvem jogos já trabalham em títulos para ele. Já o Wii U deve ser lançado durante a feira E3, que acontece de 5 a 7 de junho em Los Angeles.

Conteúdo Exame.com


O que aconteceu com os games singleplayers?

Por Erik Paulussi

The Elder Scrolls V: Skyrim, para Xbox 360, vem fazendo sucesso. O quinto episódio de uma das séries de RPG mais famosas e conceituada entre os gamers vendeu 3.4 milhões de cópias só nos dois primeiros dias após o lançamento, e o número não para de crescer. Em uma era controlada pela interatividade de consoles com a internet e interação com outros jogadores, uma dúvida paira na ponta dos botões: onde foram parar os bons títulos singleplayer?

Existem milhares de opções em todos os videogames de games que você não precisa de um amigo para jogar, mas é difícil colocar um deles entre os melhores da geração. Basta pegar o lançamento do momento, Call of Duty: Modern Warfare 3, que atingiu 775 milhões de dólares em faturamento nos primeiros cinco dias. A versão para o console da Microsoft teve 3,3 milhões de jogadores que chegaram a mais de 7 milhões de horas online no mesmo período.

Os desenvolvedores da Activision mostraram que o multiplayer prevalece na versão do game, já que deram mais atenção aos modos de jogo online do que propriamente a história, que é, em análise pobre, apenas uma continuação do antecessor, mas sem muitos avanços na jogabilidade.

Claro que nada disso desmerece este grande game, nem os outros que privilegiam a interação com outros players. Mas é fato que o perfil de quem está à frente do controle mudou muito nos últimos 20 anos. Não existem mais títulos que tiram horas e horas de um jogador, como foram Sonic e Mario em tempos passados, e como foi Resident Evil ou God of War em tempos mais recentes.

Ultimamente, as marcas se limitam a continuações ou aproveitamentos de personagens famosos. É o que tem feito a Rockstar, que lançará GTA V e Max Payne 3 nos próximos meses. O primeiro, por sinal, talvez seja o título de maior destaque entre os singleplayers da nova geração.

A Nintendo talvez seja a empresa que mais tenha se acomodado na comodidade dos multiplayers. O principal console da marca japonesa, o Nintendo Wii, é basicamente feito para jogar com amigos e família. A aposta para reverter essa situação é Zelda: Skyward Sword, que também segue a mesma fórmula de repetir personagens consagrados nas telinhas.

Justiça seja feita, alguns games merecem destaque, como é o caso das séries Uncharted e inHuman, ambas para Playstation 3. Mas nenhum está perto de fazê-lo passar horas entretido  em dar uns bons tiros no seu adversário.


Game “Bully” deve ganhar sequência

Em um período onde qualquer fato é explicado por bullying na infância, a produtora Rockstar dá sinais de uma continuação do game Bully, onde o protagonista é um garoto brigão que tem como objetivo causar o máximo possível em sua escola.

Segundo o site Gamespot, os desenvolvedores ficaram satisfeitos com o resultado de Max Payne 3 e pretendem explorar outras continuações de franquias consagradas. O barulho de GTA V também teria encorajado a Rockstar. A empresa ainda não fala em data de lançamento, mas já estaria trabalhando no desenvolvimento do jogo.